Submarino

domingo, 17 de setembro de 2017

Aos Pais

Esse texto é para você que é pai ou mãe, que tem filhos pequenos, dependentes e às vezes até um pouco chatos. Aquela criança que fica te chamando a todo tempo, te pedindo que brinque com ela, que lhe conte uma história, que a ajude a fazer algo que você sabe muito bem que ela consegue fazer sozinha. Aquela criança que vem exatamente na hora em que você está lendo, estudando, vendo alguma coisa na TV ou no computador. Essas atitudes não te irritam às vezes? Pois tenho algo a te contar.

Essa criança que te chama sempre, um dia não vai mais te chamar. Um dia você se perguntará onde ela anda, e ela estará com os amigos, e vai preferir continuar com eles. Um dia você a convidará para jogar algum jogo de tabuleiro contigo, tentando passar algum tempo com ela, mas ela dirá que não tem tempo, que vai sair, que vai estudar, que tem um compromisso.

Você terá histórias suas para contar, e tentará dividir com seus filhos, mas eles não acharão sua história interessante, e te deixarão de lado. Você perceberá que não é mais o super pai ou a super mãe que costumava ser, e que o papel de super herói foi substituído por outra pessoa. Você convidará seu filho para cozinhar contigo, ir ao mercado contigo, fazer qualquer atividade, na vã esperança de recuperar um pouco daquele tempo que você não deu quando eles precisavam, mas seus convites serão recusados com uma desculpa qualquer.

E isso será maldade da parte deles? Não. Eles crescem. O tempo passa e eles crescem. O tempo voa e a menina que adorava ir contigo à qualquer lugar sairá sozinha ou com os amigos. A vida avança e o menino que te considerava o melhor pai do mundo vai dizer que não pode sair com você porque combinou sair com os amigos. 

Então aproveite. Ouça seus filhos hoje, faça alguma coisa com eles hoje, brinque com eles, ri com eles, conte histórias, faça seu lanche predileto, escute eles contarem suas histórias. Um dia isso vai acabar, e esse dia chega rápido. Não queira se arrepender depois, você tem a oportunidade agora.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

A Bactéria que Reduz a Transmissão da Dengue

Na terça-feira, dia 29 de agosto, milhões de mosquitos Aedes aegypti começaram a ser lançados no Rio de Janeiro. Os mosquitos forma inoculados com uma bactéria natural que reduz o contágio dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

A ideia inovadora foi da Fundação Oswaldo Cruz, e consiste na inoculação das fêmeas do mosquito com a bactéria Wolbachia. Os mosquitos soltos irão se reproduzir e repassar essa característica às futuras gerações, reduzindo o contágio das doenças. 

A bactéria utilizada não apresenta perigo ao organismo humano, mas tem sido útil na diminuição da transmissão da dengue desde o projeto piloto que foi realizado em 2014.

Wolbachia - Wikipedia

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Declínio da Linguagem

Fico observando a escrita - se é que se pode chamar assim - dos adolescentes de hoje e imaginando o que será da linguagem num futuro bem próximo, São poucos os jovens que escrevem direito, que conhecem um pouco de gramática, de concordância. Tornou-se moda escrever errado, abreviar tudo, mudar o significado de certas palavras. 

"Turu baum"?
"kkkkk" - quem ri assim?
"Naum"

Muitos "especialistas" afirmam que a base da escrita é o seu uso, para justificar esse tipo de linguagem ridícula das redes sociais. Eu afirmo que a base da escrita é o bom senso. Para poder quebrar as regras é necessário conhecê-las antes.

Parece-me que o ser humano tornou-se preguiçoso ao extremo, ou desesperado em ganhar tempo quando se comunica. Precisa abreviar tudo, comer vogais e digitar pedaços de palavras para enviar uma mensagem. 

Quem já leu "1984" lembra da Novafala, aquele tipo de linguagem introduzido na distopia relatada no livro para que as pessoas pensassem cada vez menos. A internet está fazendo isso, está matando o português e acabando com o vocabulário vasto que poderíamos utilizar.

Há pessoas que usam palavras cada vez menores mesmo em conversas fora da internet. Só falam utilizando monossílabos! Se continuarmos assim, em breve poderemos retornar às cavernas, pois estaremos emitindo grunhidos incompreensíveis.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

A Aparência de um Homem de Sucesso

Li recentemente uma pesquisa feita na Austrália, comprovando que homens de boa aparência obtém mais sucesso em suas carreiras do que homens que não possuem tanta beleza física. Vivemos isso nos dias atuais, vemos isso nas empresas, nas escolas, em todos os lugares. Tanto homens como mulheres são julgados pela sua aparência e status.

Procurei então o exemplo de um homem bem sucedido, para que eu pudesse verificar sua aparência e sua posição social. Acabei encontrando Jesus, que para muitos tem se tornado sem importância, mas seus ensinamentos e seu exemplo tem sido alento e esperança para muitos. Mesmo desconsiderando sua santidade - como muitos o fazem - ele venceu e obteve sucesso em todos os aspectos de sua "carreira": como mestre, ensinando tanta gente, como exemplo de honestidade, de empatia, de sinceridade. Em tudo ele obteve sucesso, e - para os que creem - venceu a morte.

Mas vejamos sua aparência e status: mesmo sendo Filho de Deus, ou profeta famoso em Israel - para que aqueles que não aceitam sua divindade - Jesus era um homem simples e até mesmo desprezível. Ele era como uma planta que cresce em terra seca. Vocês já viram algo assim? Não era bonito, não tinha nada que chamasse atenção. Foi rejeitado e desprezado por todos. Era como alguém que não queremos ver. (texto de Isaías 53).

E quanto ao status? Não era de se esperar que o Messias de Israel viesse em grande pompa? Mas não foi assim. Jesus mesmo certa vez disse a um homem que queria segui-lo: "As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça". (Mateus 8:20). Que exemplo de vida! E fazemos hoje exatamente o contrário. Nos preocupamos com tudo: beleza, status, moda, aparência. Precisamos fazer tudo o que os outros fazem. Precisamos ter o que os outros têm. Precisamos fazer até mesmo o que não gostamos para manter nosso status. Triste vida que vivemos. Que não seja tarde para aprendermos a viver uma vida mais simples e feliz.

domingo, 23 de julho de 2017

Mudanças

Demorei um pouco para realizar aqui uma nova postagem, pois estava em meio a uma mudança, e é sobre isso que resolvi escrever: mudança. Algumas são mais simples, como trocar os móveis de lugar, outra mais complexas, como mudar de casa, mas algumas mudanças mexem com nossa estrutura emocional, nossa vida como um todo. 

Quando mexemos em uma estrutura formada, por mais fraca que seja esta estrutura, a mudança influencia nossa vida, nos causa sempre um pouco de insegurança, de incerteza. Mas a verdade é que precisamos encarar algumas reviravoltas em nossa vida quando precisamos melhorar, quando precisamos nos sentir melhor. 

Eu deixei para trás uma vida incerta e que me magoou muito, e estou recomeçando. Há sempre um pouco de receio, alguma preocupação, mas o primeiro passo é aceitar e entender que para sair de um lugar ou situação ruim, é preciso se mexer, se mover. É preciso partir do começo novamente, cuidando para não repetir os mesmos erros. 

Esta mudança de situação tem me feito pensar também nas demais coisas, como o trabalho: quanta coisa poderia ser melhor em nossa vida se deixássemos de lado a preocupação excessiva com status, com a ganância e com a opinião alheia. Não é necessário assumir o posto máximo em uma empresa para ser feliz. Não é necessário ganhar muito para termos o que realmente importa. Não vale a pena expor os filhos e a família a situações controladas pela empresa apenas para manter a função dentro dela. 

Precisamos nos preocupar mais com nosso bem estar emocional, deixando de lado o dinheiro e o status. Precisamos parar de pensar que dar tudo que nossos filhos querem é o mesmo que lhes dar atenção, porque não é. Precisamos viver, porque a vida vale a pena. Precisamos parar de pensar que ambição é algo positivo, porque não é. 

Precisamos de coragem para mudar, para deixar de fazer o que nos faz mal, para largar velhos hábitos. Vamos mudar, mas vamos procurar mudar para melhor. Vamos, acima de tudo, viver.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Um Novo Nome Para uma Velha História

A Reforma Trabalhista está às portas, e o fim de algumas poucas e boas vantagens do trabalhador também. Vemos e ouvimos que o Governo está aprovando tudo isso porque está "preocupado" com os trabalhadores. Mas como um Governo comprado e mantido por empresários pode estar preocupado com trabalhadores?

Hoje, para tirarmos férias - algo que é um direito nosso - já temos que brigar muito para conseguir! O tempo que passamos trabalhando para garantirmos nossas férias chama-se período aquisitivo. Trabalhamos um ano para termos direito a esses trinta dias e, mesmo assim, é preciso brigar quando chega o tempo de descansarmos. 

O chefe já escolhe quando nos dar férias, e na maioria das vezes ainda nos força a vender alguns dias, como se não tivéssemos família ou vida particular, e agora ainda será possível dividir o período de férias em TRÊS! Vão nos fazer vender quinze dias e nos darão três períodos de cinco dias cada, durante o ano, no tempo que for melhor para a empresa. Essa "negociação" com a gerência nós já sabemos como funciona: O chefe nos impõe sua vontade e pressão, e faz com que aceitemos suas propostas, seja por medo ou não, pois somos peças descartáveis na máquina empresarial.

É assim que a banda toca. Nos dedicamos anos e anos em um trabalho, e quando mais precisamos é preciso convencer meio mundo a  nos dar algo que - por direito -  já é nosso. E agora, com a reforma, vai ficar ainda pior.

Bira - FENASPS

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Exorcismo

Subsídio Doutrinal nº 9 - "Exorcismos: Reflexões Teológicas e Orientações Pastorais". Este é o título de um documento publicado recentemente pela CNBB - Comissão Nacional dos Bispos do Brasil. O documento é um material breve, conciso e embasado teologicamente afirmando a existência do demônio e sua ação neste mundo, e pede que os bispos escolham um exorcista para cada Diocese.

Ficou assustado? Acredito que não. Pouca gente fica assustada ao ouvir falar do Diabo, pois a moral dele anda muito baixa... Hoje a maioria dos seres humanos se consideram tão inteligentes e independentes que duvidam até da existência de Deus, imagine se alguém acreditará ainda na existência do Diabo! O mundo está cheio de ateus ou agnósticos. Somos "esclarecidos" demais para acreditar que haja um ser que influencie e incentive nossas maldades.

Por que a Igreja Católica resolveu publicar um documento assim em pleno século XXI? Talvez tenham pensado melhor a respeito de tantos problemas que o mundo continua enfrentando. Apesar de nossa suposta "iluminação", ainda há guerras, ainda há muita fome, ainda há desprezo, ambição, orgulho e maldade no coração humano. O ser humano é mal por natureza, mas isso não dispensa a existência do mal personificado.

Em tantos anos de existência humana, já deveríamos ter aprendido a conviver em paz e ajudar o próximo, mas estamos longe disso. A corrupção e o ódio dominam a mente dos poderosos e para que o mal seja feito, não precisa muita influência do Diabo, basta apenas um "empurrãozinho"...

(imagem: Diocese de Jales)